Renda Fixa Rende Mais Que Poupança?

 A poupança é um dos principais refúgios do dinheiro de boa parte da população brasileira. Mas a renda fixa não e uma melhor opção? Será que a renda fixa rende mais que poupança?

A renda fixa é composta por diversos ativos, inclusive a poupança é considerada um deles. Mas diferente dos demais investimentos, a poupança possui regras únicas, como o rendimento no aniversário da aplicação, ou a forma de rentabilidade.

Renda Fixa Rende Mais Que Poupança?

Por isso, a poupança será alvo de uma comparação à renda fixa para definir qual é a melhor opção. Se você quer saber mais sobre a poupança e a renda fixa, acompanhe o artigo.

Quais as diferenças entre poupança e renda fixa?

Uma das principais diferenças está baseada na forma do rendimento. A poupança possui a regra do rendimento no aniversário da aplicação.

Portanto, ao investir R$ 1,00 na poupança no dia 1 de janeiro, no dia 1 de fevereiro, a poupança vai entregar o rendimento referente ao aniversário.

A rentabilidade da poupança é de 6,17% mais TR (Taxa Referencial). Quando a taxa Selic cai para níveis abaixo dos 8,5% ao ano, então a rentabilidade muda para 70% do CDI (taxa do Certificado de Depósito Interbancário) mais TR.

Por fim não podemos nos esquecer de que a poupança possui isenção de imposto de renda, então os ganhos oriundos da poupança não tem qualquer tipo de retenção e entram líquidos para o investidor.

Olhando as características que a poupança possui, dá para notar que o investimento é bem limitado e não é muito interessante, mesmo quando a estratégia do investidor é de construir uma reserva de emergência, por exemplo.

A alternativa mais comum para a poupança é o CDB (Certificado de Depósito Bancário). O CDB é oferecido por praticamente todos os bancos, sendo um ativo de fácil acesso.

A rentabilidade do CDB normalmente é atrelada ao CDI (taxa do Certificado de Depósito Interbancário). 100% do CDI, que é uma rentabilidade comum e já ganha com certa margem sobre a poupança.

Mesmo que a poupança conte com isenção de imposto de renda, o CDB de 100% do CDI ainda possui ótima rentabilidade.

Outras opções de investimento dentro da renda fixa entregam rendimentos muito superiores aos 100% do CDI e consequentemente maiores do que a poupança.

Vale destacar que a segurança de boa parte dos produtos de renda fixa e da poupança é a mesma. A garantia está atrelada ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira está garantido.

Como escolher o melhor investimento? 

O investidor precisa analisar três coisas:

  • Liquidez
  • Segurança
  • Rentabilidade

Vamos supor que o investidor tem mais preocupação com a liquidez e quer um investimento extremamente líquido, que pode ser acessado de forma bem fácil caso necessário.

Uma ótima opção é o próprio CDB de 100% do CDI. Como boa parte dos bancos oferecem tal produto, o cliente teria acesso a partir da própria conta, sem necessidade de resgatar valores na corretora para depois enviar a conta, por exemplo.

Outro investimento interessante é o Tesouro Selic. A letra do Tesouro conta com rentabilidade atrelada à Selic e possui excelente segurança. A garantia é do Tesouro Nacional

Mesmo sabendo que a poupança possui liquidez e rentabilidade líquida do imposto de renda, dentre as opções destacadas aqui, o Tesouro Selic e o CDB ainda são alternativas melhores.

Para aqueles investidores que buscam mais rentabilidade, não se importando tanto com a liquidez e segurança, então letras do Tesouro, como o Tesouro IPCA e o Prefixado são ótimas opções.

Além disso, ainda há o investimento em CDB de vencimento mais longo, ultrapassando os dois anos. As LCI (Letras de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) também surgem como excelentes opções. Tais letras são isentas de imposto de renda.

Qual alternativa traz melhor rendimento?

Tudo vai depender da instituição financeira que está emitindo os papéis e o vencimento dos mesmos, além, é claro, da taxa de rentabilidade.

O CDB, LCI e LCA são opções de renda fixa emitidas por bancos, mas além deles existem também os :

  • CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários);
  • CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio);
  • Debentures;
  • Fundos de investimento;
  • Letras do Tesouro Prefixadas e atreladas ao IPCA;

Caso o investidor esteja procurando uma renda mensal, ou periódica e não está ligando tanto para o risco e nem a liquidez, as CRI, CRA e até as debêntures surgem como ótimas opções.

Há diversas CRI e CRA que possuem pagamentos de juros mensais. Desse modo, ao investir em tais certificados, o investidor terá um bom nível de renda, sem falar que ao vencer os títulos, o valor volta ao investidor.

Normalmente esse valor também volta por meio de parcelas, uma vez que é comum ver tais certificados pagando amortizações dos valores investidos junto aos pagamentos de juro.

As debêntures seguem uma relação similar as CRIs e CRAs, porém, é mais difícil conseguir uma debênture de pagamento mensal.

Outro detalhe está relacionado à garantia. Muitas debêntures não contam com garantia real, mas sim quirografárias, que dentro da cadeia de garantias, é uma das piores.

Se o investidor quer contar com boa rentabilidade, mas sem muitos riscos, então as opções do Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA são ótimas soluções.

Ambas as letras contam com a marcação a mercado e, portanto, vão variar bastante. A volatilidade vai influenciar no preço das letras ao longo do investimento. Quanto mais longo o vencimento, mais volatilidade a letra apresentará.

Desse modo, o investidor pode conseguir lucros muito maiores antes do vencimento da letra, como pode registrar grande desvalorização da letra. Conforme a letra vai se aproximando do vencimento, o valor vai se caminhando para o resultado final (que nada mais é do que o valor do principal acrescido de juros).

Por fim, ainda existem os fundos de investimento. Inclusive, o fundo de renda fixa rende mais que poupança.

Há diversos fundos que entregam muita mais rentabilidade que poupança. Mas para conseguir encontrar um fundo mais rentável, veja as taxas administrativas e performance anteriores.

Dê preferência por fundos com taxa administrativa zero, ou menor do que 0,5% ao ano. A rentabilidade deve ser de, no mínimo, 90% do CDI.

Uma performance inferior a 90% do CDI vai acabar sendo muito ruim, até porque, a poupança tem isenção de IR, enquanto o investimento em tais fundos não terá.

Como investir na renda fixa?

Existem duas principais formas de investir na renda fixa. Uma é através das corretoras de valores mobiliários e outra é por meio dos bancos.

As corretoras de valores mobiliários oferecem mais opções de produtos de renda fixa. Já com relação à poupança, as corretoras não têm opções.

Os bancos, normalmente, oferecem produtos de renda fixa vinculados à própria instituição. Portanto, dificilmente haverá muitas opções como as corretoras.

Por outro lado, dentro dos bancos a poupança existe, sem falar que os investimentos aplicados nos bancos ficam mais acessíveis, uma vez que o cliente utiliza a conta para efetuar pagamentos, saques e demais transferências.

A abertura de conta em bancos e corretoras pode ser feita online ou através da agência. Inclusive, as corretoras vêm crescendo em mais escritórios, assim o cliente mais desconfiado pode ir até o escritório e efetuar a abertura da conta junto dos corretores.

Todo o processo de abertura se dá de forma rápida e prática. Dependendo de um a dois dias a conta já está aberta, sendo possível transferir recursos e investir.

Conclusão

Podemos concluir que não, a poupança rende mais que renda fixa não. A única razão que pode sustentar o investimento em poupança, ao invés de um CDB de liquidez diária e com rendimento de 100% do CDI, é de que o investidor tem receio com relação a tal aplicação.

Fora isso, o CDB dos grandes bancos já se mostra como uma alternativa extremamente interessante.

Outras opções são as letras do Tesouro Direto, como o Tesouro Selic. Depois temos os fundos de investimento Selic Simples, os LCI e LCA, além das opções mais arrojadas, como os CRI, CRA e debêntures.

Enfim, opções é que não faltam para determinar qual é a melhor que mais se encaixa ao investidor, é importante fazer uma análise de perfil.

Assim, o investidor vai identificar se é mais conservador, moderado, ou arrojado. Outros pontos são relacionados a liquidez, segurança e rentabilidade do papel.

Antes de investir é essencial avaliar tais características do ativo  e ver se as mesmas são compatíveis com as expectativas do investidor.Então, renda fixa rende mais que poupança? Ainda tem dúvidas? Deixe uma pergunta ao final que já vamos lhe responder.

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