Qual a Diferença Entre Fundos Di e Renda Fixa?

A renda fixa é uma das maiores classes de ativos que existem. Já os fundos DI possuem elevada importância no mercado financeiro. Qual a diferença entre fundos DI e renda fixa?

Quando investidores procuram por ativos com segurança, estabilidade e boa rentabilidade, geralmente tais investidores recorrem aos fundos DI e à renda fixa tradicional.

Qual a Diferença Entre Fundos Di e Renda Fixa? 

Ao falar sobre fundos DI, nós lembramos da renda fixa, o inverso também acontece. Se você está com dúvidas sobre as diferenças entre a renda fixa e os fundos DI, acompanhe o nosso artigo e conheça mais sobre.

Afinal, qual a diferença entre fundos DI e renda fixa?

A renda fixa é uma classe de investimentos. Inclusive, dentro da renda fixa existem os fundos DI. Já os fundos DI, são um tipo de fundo de investimento que se encaixa dentro da classe de renda fixa.

Então, o que é o fundo DI e renda fixa? O fundo DI é um investimento de renda fixa, enquanto a renda fixa é uma classe de investimento.

Quando um investidor pensa em comprar ativos mais seguros, com boa liquidez e rentabilidade na média do mercado, logo vem à cabeça os produtos de renda fixa.

Dentre esses produtos, um que chama atenção são os fundos DI. Há ainda vários outros ativos que fazem parte da renda fixa e são uma espécie de concorrentes dos fundos DI.

Dentre esses ativos, há até outros tipos de fundos de investimento que fazem concorrência direta aos fundos DI.

Como funciona o fundo DI?

Os fundos DI, ou referenciados DI, são fundos que investem predominantemente em títulos de renda fixa, mais especificamente, em letras do Tesouro Direto, como o Tesouro Selic.

Aproximadamente 95% do patrimônio dos fundos DI são investidos em letras do Tesouro Selic. Portanto, estamos tratando de um fundo altamente seguro, uma vez que as letras do Tesouro Direto são consideradas, um dos investimentos mais seguros do Brasil.

Além da elevada segurança, praticamente todos os fundos DI oferecem liquidez diária. Portanto, o cotista, quando precisar, pode fazer o resgate dos valores com total tranquilidade.

Inclusive, para reservas de emergência, os fundos DI são uma ótima alternativa. O único problema fica por conta da taxa administrativa.

Os fundos DI contam com taxas administrativas, e dependendo da taxa, a rentabilidade pode cair muito.

Um fundo cuja taxa administrativa é superior a 0,5% ao ano, já perde muito na rentabilidade. Hoje, existem fundos de Selic Simples, onde não há taxa administrativa. Assim a rentabilidade é muito melhor.

Como funciona a renda fixa?

A renda fixa é uma classe de investimentos, onde há diversos produtos. Todo o investimento, cuja rentabilidade é pré-determinada, é considerado de renda fixa. Portanto, os seguintes investimentos são de renda fixa:

  • Letras do Tesouro Direto;
  • CDB (Certificado de Depósito Bancário);
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário);
  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio);
  • LC (Letra Cambial);
  • CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliário);
  • CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio);
  • Debentures;
  • Fundos de investimentos de renda fixa, como crédito privado, de debêntures, DI, Selic Simples, dentre outros;
  • Poupança;

Como mencionado na lista, os fundos DI também são de renda fixa. Dentre os ativos destacados, nós temos as letras do Tesouro, que são os investimentos mais seguros de renda fixa.

Como a segurança vem do Tesouro Nacional, tais letras são muito seguras. Porém, tais letras contam a precificação a mercado. 

Portanto, caso o investidor queira liquidar a posição antes do vencimento, é possível que a letra não esteja rendendo o valor esperado.

Isso vale tanto para uma valorização acima do esperado, quanto para uma depreciação muito grande, gerando até perdas. Por isso, o melhor a se fazer é investir em letras de vencimento mais curto, assim, a volatilidade acaba sendo menor.

Os fundos de Selic Simples também podem ser considerados bem seguros, já que praticamente a totalidade do seu patrimônio está em letras do Tesouro.

Depois como investimentos seguros, mas não do mesmo nível das letras do Tesouro, existem os CDBs, LCIs, LCAs, LCs, poupança e fundos DI.

Todos esses títulos são emitidos por bancos e contam com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até 250 mil reais por CPF e instituição.

Por fim, existem as CRIs, CRAs, debêntures e fundos de crédito privado, de debêntures e demais investimentos.

Esses investimentos podem ser os mais rentáveis, mas com certeza, são os mais arriscados também. Tais ativos não possuem proteção do Tesouro Nacional e tão pouco do FGC.

Ou seja, o investidor deverá ficar atento para avaliar qual é o tipo de garantias que tais papéis vão conceder. Já os fundos, por mais que tenham boa diversificação, como investem em tais ativos, também correm riscos similares.

Onde investir?

O investimento em fundos DI, ou em produtos de renda fixa em geral, pode ser feito através de bancos, ou por meio de corretoras de valores mobiliários.

Os bancos vão oferecer produtos próprios, como CDBs, LCIs, LCAs, fundos e a poupança. Por isso, as corretoras acabam surgindo como uma opção mais interessante, para capturar mais alternativas de investimento.

Por exemplo: para ser cliente do banco X, você provavelmente terá em sua plataforma, diversos investimentos ligados ao próprio banco, mas não de outras instituições.

Isso diminui drasticamente suas alternativas de investimento, tanto em questão de origem, quanto em rentabilidade, valor de investimento e liquidez.

O investimento por meio de corretoras vai oferecer oportunidades que vão além dos títulos vinculados a bancos, mas será possível investir em letras do Tesouro, CRI, CRA, debêntures, fundos e demais ativos. Inclusive produtos de renda variável estarão disponíveis.

Para abrir a conta em uma corretora, basta fazer o cadastro online, uma vez que a abertura de conta pode ser feita toda online.

Em questão de um dia, ou pouco mais, a conta já estará disponível, o investidor já terá condições de negociar seus ativos de renda fixa, ou variável.

Da mesma forma acontece com os bancos. Inclusive, os bancos digitais oferecem condições de abertura de conta tão rápida e prática quanto às corretoras.

Os bancos maiores, já contam com um pouco mais de burocracia, mas também é fácil abrir a conta. Basta o cliente ir até uma agência, munido dos seus documentos, e solicitar abertura de conta.

Agora, se a dúvida fica por conta de qual ativo escolher, então o investidor precisa avaliar alguns pontos.

Qual investimento escolher?

Os fundos DI são muito bons para aqueles que buscam investimento com boa rentabilidade, liquidez e segurança.

Mas, já existe uma opção muito mais atraente, que são os fundos isentos de taxa administrativa.

Por isso, os fundos DI podem ser uma boa opção, caso o investidor não tenha fundos isentos em sua corretora ou banco.

Normalmente, os fundos DI existem em praticamente todos os bancos e corretoras. Desse modo, uma opção de fácil acesso são os fundos DI.

Com relação à renda fixa, há diversos produtos financeiros. Há ativos mais seguros, outros mais rentáveis, e aqueles que conseguem combinar um pouco de tudo.

Os investimentos mais seguros estão ligados às letras do Tesouro Direto. O Tesouro Selic com certeza é a opção mais segura.

Já as letras do Tesouro Prefixado e IPCA, são seguras, mas sofrem com volatilidade antes do vencimento. Por isso, essas opções possuem grau de risco maior.

O CDB, LCI, LCA e LC são opções com bom nível de segurança e podem entregar boa rentabilidade, acima da média.

Já as CRI, CRA e debêntures, contam com rentabilidade elevada, mas a segurança deve ser muito bem avaliada pelo investidor, antes da compra.

Fundos referenciados DI, Selic Simples (isentos de taxa administrativa), são fundos seguros e com rentabilidade dentro da média do mercado.

Os fundos de crédito privado são mais arriscados, mas podem entregar rentabilidade interessante. Por fim, existem os fundos de debêntures, inclusive, há fundos de debêntures incentivadas, que são isentos de IR.

Esses fundos possuem grau de risco maior e liquidez bem restrita, podendo demorar mais de 30 dias para conseguir liquidar um resgate. Porém, a rentabilidade, no longo prazo, tende a ser uma das maiores dentro da renda fixa.

Conclusão

Então: fundo DI e renda fixa qual a diferença? A grande diferença fica por conta que: a renda fixa é uma classe de investimentos e o fundo DI é um investimento de renda fixa.

Os fundos DI são bons investimentos quando o assunto é reserva de emergência. Boa parte dos fundos DI contam com boa rentabilidade, em média ao mercado e possuem liquidez diária.

Porém, já existem outros fundos tão atraentes quanto os fundos DI, são os fundos de Selic Simples. Esses fundos não possuem taxa administrativa e têm liquidez diária.

Portanto, vale muito mais a pena priorizar esses fundos, que não possuem taxa administrativa e contam com boa rentabilidade e liquidez, ao invés dos fundos DI.

Já a renda fixa, por ser uma classe de ativos, conta com várias opções de investimentos, inclusive os fundos DI.

Se o investidor busca rentabilidade, há opções na renda fixa que podem entregar ótimos retornos, como é o caso dos CDBs, LCI, LCA, CRI dentre outros.

Por outro lado, se o investidor prioriza a segurança, as letras do Tesouro Direto são uma ótima opção.Você sabe qual a diferença entre fundos DI e renda fixa? Ainda tem dúvidas? Então deixe uma pergunta ao final que já vamos lhe responder.

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