Por que Investir em Ações? Vantagens, Riscos e Oportunidades

Um dos mercados mais atraentes da renda variável são as ações. Mas por que investir em ações?

Sem dúvidas, as ações são um dos ativos que mais podem render no longo prazo. Existem diversas ações que já entregaram mais de 1.000% de rentabilidade no passar dos anos.

Por que Investir em Ações? Vantagens, Riscos e Oportunidades

Se você tem dúvidas acerca do mercado de ações, leia nosso artigo até o fim e descubra mais sobre as ações.

Por que investir em ações no longo prazo?

Ao investir em uma boa empresa, o investidor tem grandes chances de conseguir lucrar muito no longo prazo.

Há diversas ações que já se valorizaram muito ao longo dos anos. Um ótimo exemplo é MGLU3 (Magazine Luiza).

A empresa do varejo, desde 2021, vem se valorizando em mais de 3.200%. Outra empresa que vem entregando muito resultado aos seus acionistas é VALE3 (Vale do Rio Doce). Desde meados de janeiro de 2001, até agora, a mineradora já se valorizou em mais de 7.000%.

Esses dois exemplos são alguns, existem outras diversas empresas que evoluíram muito ao longo dos anos.

Até mesmo o índice Ibovespa é resultado disso. Pegando o índice desde meados de 2006, o Ibovespa já entregou mais de 200% aos seus investidores.

Portanto, mesmo aqueles que investiram no índice, conseguiram alcançar bons resultados no longo prazo.

Se o investidor espera ganhar mais do que a média, esse investidor vai precisar recorrer a bolsa de valores e mais especificamente ao mercado de ações.

Quais são as vantagens de investir em ações de uma empresa?

Além da valorização, há outra grande vantagem de investir em ações, são os dividendos, ou as distribuições de lucros.

As ações negociadas em bolsa normalmente se referem a boas empresas, sendo que tais companhias muitas vezes conseguem registrar lucros em seus resultados.

Com esses lucros, os valores vão para a reserva e pode ser encaminhada de volta a companhia, criando mais investimentos dentro da mesma, ou podem ser distribuídos aos seus acionistas.

Quando distribuídos, os valores podem acabar voltando aos seus acionistas, fato que colabora muito para aqueles que procuram nas ações, uma fonte de renda.

Por exemplo, vamos supor que um investidor procura criar fontes de renda com os seus investimentos.

Considerando que o investidor tem um patrimônio de R$ 500.000,00, o mesmo procura por boas empresas que costumam pagar um bom volume de dividendos.

Ao selecionar as ações, o investidor consegue, em média, uma renda de 7% ao ano. Isso significa que aqueles R$ 500.000,00 aplicados em tais ações, vão proporcionar ao investidor uma renda anualizada de R$ 35.000,00.

Um ótimo volume de dinheiro. Outro ponto é que os dividendos são isentos de imposto de renda.

No momento ainda não há nada certo com uma possível reforma do imposto de renda, mas já existe a vontade política para tributar os dividendos. Como isso ainda não é uma realidade, os dividendos das ações ainda são isentos, fato que gera ainda mais ganhos aos acionistas.

Quais são os riscos de investir na bolsa de valores?

O principal risco de investir na bolsa de valores, principalmente em ações, está relacionado à volatilidade do mercado.

Tanto empresas boas quanto ruins vão sofrer com a volatilidade da bolsa. Em momentos de crise, praticamente todas as ações vão reagir de forma negativa, fato que pode contribuir com uma tomada de decisão equivocada do investidor.

Por exemplo; hoje muitas pessoas concordam que empresas como Itaú, ou Magazine Luiza, são boas companhias.

Mas, caso haja uma crise grande, similar ao início da pandemia da Covid-19, ou da crise hipotecária norte-americana de 2008, todas as ações, inclusive das boas empresas. Vão cair.

Dependendo da queda, o acionista pode achar que não fez um bom negócio investindo na empresa, mesmo quando os fundamentos do negócio mostram o contrário, que a empresa é boa.

Nesse receio, o investidor pode acabar vendendo as ações realizando o prejuízo e saindo da posição. Meses depois, a ação pode acabar se recuperando e o investidor pode inclusive voltar a comprar a empresa, mas agora mais cara do que antes.

Além da própria volatilidade, o investidor ainda pode ser impactado pelo fato psicológico do investimento.

Como as ações sobem e descem de forma frequente e diária, o investidor será diariamente questionado pelo mercado; “será que você fez um bom investimento?”.

Muitos acabam desistindo, ao ver que não conseguem manter a posição, uma vez que não tem total certeza se o investimento foi bom ou não.

Considerando isso, há investidores que acabam focando as atenções em fundos de investimento ou ETF (fundos de índices) ao invés de comprar ações.

Quais as oportunidades de mercado?

Em momentos onde a bolsa de valores está em alta, com os índices subindo, normalmente o período parece muito interessante para fazer investimentos. E de fato é, mas, as grandes oportunidades surgem em momentos de forte volatilidade com quedas agudas da bolsa.

Em crises, as quedas mais acentuadas dos mercados ocorrem, por isso, o investidor precisa ficar atento aos aspectos econômicos do mundo, do país e como a bolsa está.

Quando bem capturado, o momento de queda pode acabar rendendo ótimos lucros no médio e longo prazo.

Tudo vai depender da recuperação econômica e do mercado. Outro ponto importante, essa estratégia de ganhar com momentos de crise, só surte efeito quando as ações alvo do investidor são ações de boas empresas. Investir em qualquer ação, não vai lhe proporcionar o retorno tão aguardado.

Tipos de ações para investir

​​Ações ordinárias

Ações ordinárias são aquelas que dão direito a voto e tem o “tag along”, ou seja, quando a companhia é alvo de uma venda, portanto, está sendo vendidos para outra empresa ou pessoa, os acionistas têm direito assegurado de fazer a venda por pelo menos 80% do valor da ação no mercado. Os acionistas preferenciais, por regra, não têm tal direito.

O fato negativo das ações ordinárias fica por conta das distribuições. Ações ordinárias não têm prioridade no recebimento de dividendos e demais distribuições.

Vale destacar que as firmas que estão no segmento do “novo mercado”, estão lançando somente ações ordinárias na bolsa.

Ações preferenciais

A grande vantagem das ações preferenciais sobre as ordinárias é a liquidez e a prioridade no recebimento de dividendos e demais distribuições.

Porém, como já mencionado nas ações ordinárias, aqueles que detêm ações preferenciais, por via de regra, não têm direito ao tag along.

Dependendo da empresa e de como foi feito a emissão das ações, as ações preferenciais até podem conter o tag along, mas, normalmente, não tem esse direito.

Small caps

As ações de small caps, são aquelas ações de empresas de pequeno porte, ou de menor expressão.

Normalmente são essas ações que conseguem gerar os maiores e melhores ganhos aos acionistas.

Quando uma firma que é small cap se torna uma “Blue chip”, ou Large Cap, por exemplo, ela, provavelmente, vai gerar muita valorização ao seu acionista.

Mid caps

Empresas que estão em desenvolvimento e ganhando espaço no mercado, possivelmente estão no nível de mid caps.

Ações de mid caps, já estão entregando boa evolução em suas valorizações, mas ainda tem espaço para crescer.

São empresas que se encontram como mid caps que possuem mais chances de se tornar large caps. Por isso, as mid caps tem suas vantagens.

Large caps

As large caps são as ações de grandes empresas. Companhias como Itaú, Vale do Rio do Doce, Petrobras, Magazine Luiza, Lojas Americanas, Ambev, podem ser consideradas large caps.

As grandes empresas, normalmente, são as principais de seus setores e já conseguem dominar boa parte do mercado.

Com isso, fica claro que os resultados costumam ser positivos, fato que contribui para uma eventual distribuição de lucros, por exemplo.

Considerando isso, os acionistas de tais empresas têm grandes chances de ganhar dinheiro por meio das distribuições, além de aproveitar uma valorização das ações, caso ocorra.

Conclusão

Dentre todos os investimentos existentes no mercado, as ações são aquelas que mais chamam atenção e, no longo prazo, são aqueles ativos que mais podem render aos investidores.

Como mencionado, ações como MGLU3 e VALE3 renderam muito ao longo dos anos. Comparado ao índice Ibovespa, tais ações renderam várias vezes mais.

Ao invés de jogar na loto e esperar ganhar uma bolada, a bolsa está aí para aqueles que têm interesse em estudar companhias e identificar boas oportunidades de investimento.

Uma MGLU3 ou VALE3, para muitos, funcionaram de forma similar a mega sena. Porém, nesse caso, não houve sorte, mas sim análise.

Considerando todos os pontos levantados no artigo, fica claro por que todos deveriam investir em ações.

Ficou claro por que investir em ações? Não? Então deixe uma pergunta logo abaixo que já vamos lhe responder. 

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