CDB-DI: O Que é e Como Funciona?

O CDB-DI (Crédito de Depósito Bancário) é um investimento muito popular no Brasil. Este é um tipo de investimento muito indicado para quem deseja rentabilizar seu capital sem sustos ou surpresas. No geral, o CDB-DI é uma excelente opção para diversificar seus investimentos. 

Para quem tem um perfil de investidor conservador não pode deixar de possuir um CDB-DI na carteira. Se você quer saber mais sobre o que é e como rentabilizar melhor por meio dos créditos privados, leia este texto até o final!

o que é o cdb-di

O que é e como funciona o CDB-DI no mercado financeiro

Este é um tipo de investimento ligado aos bancos. O investidor aplica seu capital a determinada instituição que empresta esse recurso e remunera o investidor. O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento em renda fixa, ou seja, sua rentabilidade estará garantida no prazo de vencimento do título.  

Neste caso, os bancos utilizam os recursos do CDB-DI para, dentre outras coisas:

  • Financiar suas próprias atividades internas
  • Empréstimos interbancários
  • Emprestar dinheiro e lucrar com os juros

Com a expansão da atividade de crédito no Brasil, atualmente diversas instituições bancárias oferecem CDBs aos investidores. 

Atualmente, é possível encontrar CDB-DI com diversos vencimentos diferentes. Ou seja, você investe seu dinheiro e para aproveitar ao máximo toda a rentabilidade do título, o ideal é resgatar o investimento até seu vencimento. 

Porém, atualmente no mercado existem CDBs com liquidez diária – que você pode retirar seu valor investido a qualquer momento, que são muito utilizados como reserva de emergência

Os CDBs possuem incidência de imposto de renda em cima da rentabilidade. O imposto pode ser de:

  • 15%, para títulos com vencimento acima de 720
  • 17,5%, para produtos com vencimento entre 365 a 720 dias
  • 20%, para títulos com vencimento entre 181 a 365 dias
  • 22,5%, para produtos com vencimento em até 180 dias.

Geralmente, quanto maior o vencimento de um título de renda fixa, maior é a rentabilidade. Por isso, escolher CDB-DI com vencimento mais longo poderá te trazer maiores retornos. 

O que é um título pós-fixado? 

Os CDBs são títulos pós-fixados. Isso significa que a rentabilidade estão atreladas -ou indexadas – à taxa Selic ou a Taxa DI (também chamada no mercado de taxa CDI). De acordo com a variação dessas taxas ao longo do tempo, o lucro do CDB-DI é potencializado.

No caso específico do CDB-DI é que sua taxa de remuneração é justamente a Taxa DI. No Brasil, a lei obriga que os bancos tenham saldo positivo entre as retiradas e depósito. É justamente por esse motivo que é tão comum os empréstimos entre os bancos.

Essas operações entre os bancos são chamadas de CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Elas oferecem muita liquidez ao sistema bancário.

Neste caso, a taxa que as instituições utilizam para taxarem estes empréstimos é justamente a taxa DI, que é uma média entre as diferentes taxas cobradas pelos bancos em seus empréstimos. 

A taxa DI está sempre mudando. Mesmo que ela seja atrelada à taxa básica de juros, outros fatores também influenciam o valor da taxa DI, neste caso:

  • Juros longos (juros DI)
  • Inflação
  • Expectativas da economia

Quanto rende CDB-DI? 

Como o CDB-DI é atrelado à taxa DI, logo, sua rentabilidade é positivamente impactada pela taxa média do CDI durante o prazo de duração do título. Porém, os melhores CDBs sempre oferecem uma remuneração que vai além da taxa DI, sempre buscando superar a rentabilidade da taxa SELIC.

Pense comigo: o CDB-DI é um um investimento que possui imposto de renda sobre sua rentabilidade. Então, para “premiar” melhor o investidor, os bancos oferecem valores superiores. É muito comum você encontrar títulos que rendem 110%, 120% e até 150% da taxa DI.

Qual a diferença entre CDB e CDB DI? 

Basicamente, o CDB-DI oferece como remuneração ao investidor a taxa DI como referência. Porém, existem CDBs que possuem outras taxas que rentabilizam o investidor. 

Por exemplo, no mercado é possível encontrar títulos pré-fixados – que possuem taxas fixas até o vencimento. Ou seja, se você comprar um CDB com taxa de 12% com vencimento em 3 anos, “aconteça o que acontecer” sua rentabilidade será de 12% ao ano, independente da inflação ou da taxa Selic. 

Da mesma forma, os bancos possuem CDBs com rentabilidades atreladas ao índice de inflação, o IPCA. 

Ou seja, o investidor recebe como “prêmio” uma taxa que supera a inflação. Em outras palavras, este tipo de CDB tem a vantagem de proteger o capital da inflação

CDB ou CDB-DI: qual é o melhor? 

Dizer qual é o melhor CDB para investir não é uma tarefa fácil. No mundo dos investimentos, nem sempre temos respostas prontas para todas as perguntas. 

De modo geral, o melhor CDB depende de uma série de fatores, entre eles:

  • Contexto econômico
  • Vencimento do título
  • Taxa DI 
  • Contexto de alta ou baixa nos juros

Vamos por partes. O contexto econômico do momento do investimento faz bastante diferença. 

Por exemplo, em conjunturas de alta inflacionária, o CDB atrelado ao IPCA tende a ser melhor quando comparado a um CDB-DI. Como citamos anteriormente, remunerar o investidor com IPCA ajuda a proteger o dinheiro da alta dos preços.

No entanto, esse fator não pode ser colocado de forma isolada. Dependendo do vencimento do título – se for mais longo, por exemplo – um CDB-DI pode ser melhor que um produto atrelado ao IPCA com vencimento mais curto.

De repente, você pode encontrar um CDB-DI com taxa superior ao CDI e com prazo de vencimento mais curto, comparado a um CDB IPCA+ com vencimento muito longo. Se você precisar do capital num prazo menor, certamente o CDB-DI será melhor para você. 

Por outro lado, os CDBs com taxas prefixadas podem ser vantajosos em contexto de diminuição da taxa Selic. Se existir uma tendência de fechamento da curva de juros, certamente um CDB pré-fixado pode ser melhor que um CDB-DI.

Porém, em momentos de escalada inflacionária e incertezas no mercado, o CDB-DI leva maior vantagem. Imagine se você comprou um CDB com taxa prefixada a 10% ao ano, mas a inflação bata a casa dos 11%. Logo, seu lucro “perderá” para a inflação. 

Em um contexto assim, o CDB-DI vai performar melhor. Afinal, com o aumento da inflação, certamente a Taxa DI também sofrerá aumentos, ajustando sua rentabilidade.

Quais são as vantagens e desvantagens do CDB-DI?

Vantagens 

Até aqui ficou muito claro que o CDB-DI é uma ótima opção para quem procura um investimento rentável sem correr riscos. Então, vamos pensar em outras vantagens que esses títulos oferecem aos seus investidores.

Acompanhamento das taxas de mercado 

Independente do contexto econômico, o CDB atrelado ao CDI vai ter oferecer uma rentabilidade que busca superar as condições financeiras do momento. Como a taxa DI tem como base a taxa Selic, logo, seu investimento acompanhará a tendência do mercado.

Além disso, o CDB-DI é uma excelente opção para diversificação dos seus investimentos. Ao encontrar um produto adequado ao seu perfil e com rentabilidade que supere a taxa DI, o CDB poderá trazer ganhos reais ao seu portfólio. 

Garantia FGC 

Existe outra vantagem do CDB em relação a outros títulos de crédito privado. O CDB tem proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ou seja, se o banco emissor do título quebrar e não oferecer lastro ao seu investimento, o FGC poderá cobrir até R$250.000,00 e te ressarcir de sua perda. 

Ou seja, o CDB-DI é um investimento que consegue associar rentabilidade e segurança para o detentor do seu título. 

Desvantagens 

Nem tudo são flores! O CDB-DI também apresenta alguma desvantagem ao seu detentor. De certa forma, é necessário que o investidor analise muito bem a taxa de remuneração do produto a ser adquirido.

Algumas instituições oferecem produtos com taxas menores que a taxa Selic, algo que prejudica muito a rentabilidade do produto. Por isso, é importante analisar antes de fazer o investimento. 

É necessário lembrar que o CDB tem incidência de imposto de renda. Ou seja, seu “prêmio” precisa ser recompensador, caso contrário, ele te dará rentabilidade menor que outros títulos. 

Risco de mercado 

O risco de mercado também precisa entrar na conta do investidor. Tanto no aspecto macroeconômico – taxa de juros, inflação – quanto no aspecto microeconômico – qualidade da instituição bancária. 

Se a inflação está muito alta e a taxa não está muito maior que a taxa DI, logo, é preciso repensar o investimento. A conta que precisa ser feita é se o risco que o mercado oferece é maior que a rentabilidade “comprada” por meio do título. 

Por isso, o CDB-DI de qualidade precisa remunerar uma porcentagem que vá além da taxa DI – tipo um CDB que pague 120% do CDI. 

Desta forma, mesmo que o risco de mercado seja grande, a rentabilidade do produto pode compensar. 

Risco de crédito 

Da mesma forma, se o banco não possui qualidade, é possível que sua aplicação não compense o risco. Tem bancos que oferecem CDBs com rentabilidades superiores às suas capacidades de crédito. Por isso, é importante analisar a qualidade do banco.

Muitos se enganam por achar que o FGC é suficiente para tudo. Ok, é melhor um investimento protegido. Mas o processo de ressarcimento via FGC nem sempre é rápido, o que pode te dar alguma “dor de cabeça”. 

Conclusão 

Para finalizar, é preciso reforçar que o CDB-DI é um bom tipo de investimento. Atrelado à taxa DI, ele pode oferecer rentabilidade que supera a taxa Selic e ainda oferecer ganhos reais aos seus detentores.

Porém, o investidor precisa ficar atento à taxa do produto, ao contexto econômico no momento da compra e a qualidade do banco. 

Acima de tudo, o CDB-DI contribui para a diversificação dos seus investimentos, que é uma das iniciativas mais importantes para o investidor de longo prazo. 

Você tem alguma dúvida sobre o CDB-DI? Comente aqui embaixo!

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