Quanto Investir em Renda Fixa e Variável?

Investir o dinheiro poupado para muitos já não é, mais uma dúvida, mas quanto investir em renda fixa e variável aí sim, é uma grande dúvida.

Nesse artigo vamos abordar como definir quanto investir em renda fixa e variável. Como há diferentes pessoas para diferentes perfis de investimento, a estratégia pode mudar dependendo das características da pessoa.

Quanto Investir em Renda Fixa e Variável?

Considerando esses pontos, é importante fazer uma boa avaliação de perfil antes de definir quanto em cada tipo de investimento comprar.

Qual a diferença entre renda fixa e renda variável?

Na renda fixa o investidor tem a previsibilidade referente aos rendimentos que o ativo vai proporcionar, já na renda variável não há essa previsibilidade.

Por exemplo; ao comprar um CDB (Certificado de depósito bancário) o investidor conhecerá, antes de investir, qual será a rentabilidade proporcionada por aquele ativo.

Hoje existem CDBs que pagam porcentagem do CDI (taxa do certificado de depósito interbancário), IPCA mais juros ou um juro prefixado.

Portanto, o investidor já tem uma noção de quanto vai receber por determinado período investido.

Já na renda variável não há como prever isso. O investidor até pode realizar algumas simulações e previsões, considerando alguns cenários, mas tendo uma previsibilidade, não há.

Tanto o mercado de renda fixa quanto o de variável possuem diversas opções. Vamos avaliar alguns: renda fixa e renda variável exemplos. Segue renda variável exemplos:

  • Ações;
  • Fundos imobiliários;
  • ETF;
  • Opções;
  • BDRs;
  • Fundos de Investimento, dentre outros;

Com relação à renda fixa, existem os seguintes exemplos:

  • Tesouro Direto;
  • CDB, LCI (letras de crédito imobiliário), LCA (letras de crédito do agronegócio);
  • Debentures;
  • Fundos de investimento;
  • CRI (Certificados de recebíveis imobiliários) CRA (Certificadas de recebíveis do agronegócio), dentre outros;

Quanto ter em renda fixa?

Para saber quanto ter em renda fixa precisamos primeiro avaliar o perfil do investidor. Um investidor cujo perfil é conservador, provavelmente terá 100% do patrimônio em renda fixa.

Um investidor de perfil moderado pode seguir a regra dos 80 investimentos renda fixa. Isso significa manter 80% em renda fixa e 20% em renda variável.

Já o investidor arrojado, que aguenta um pouco mais a volatilidade do mercado, pode ficar 50% em renda fixa e 50% em renda variável.

Outro ponto importante de se avaliar é os objetivos do investidor. Caso o investidor esteja traçando uma carteira de longo prazo, onde há previsão de resgate, ou para “viver de renda” vão acontecer daqui uns 40 anos, a porcentagem carteira de investimento pode ficar em 50% para renda fixa e variável.

Uma vez que há muito tempo para trabalhar os valores e os riscos da renda variável são mitigados com um tempo maior.

Já um investidor que espera se “aposentar” cedo, em menor de 10 anos, precisa avaliar uma porcentagem maior na renda fixa, de repente até 100% do capital na renda fixa.

É melhor investir em renda fixa ou variável?

Não há uma opção melhor, o que existe é o melhor momento. Para pessoas que estão vivendo da renda proveniente dos investimentos, manter boa parte do patrimônio na renda fixa é algo sensato e mais seguro.

Pessoas que são mais conservadoras nos investimentos e que temem os riscos da renda variável, a renda fixa surge como a melhor opção de investimento.

Outro ponto são os momentos de alta do juro. Com o juro maior a renda fixa se torna muito mais atraentes e isso traz o foco para esse tipo de investimento.

Por outro lado, investidores que buscam mais volatilidade com potencial de ganhos maiores no longo prazo, vão recorrer mais a renda variável do que a fixa.

Há diversas opções na renda variável que podem oferecer renda mensal aos seus investidores, como é o caso dos fundos imobiliários.

A renda oferecida pelos FIIs é potencializada pela possibilidade de aumento da renda e valorização das cotas, coisa que não acontece com a renda fixa.

As ações também oferecem renda aos seus investidores. Observando tudo isso, há um “infinito” motivo para focar na renda fixa, ou variável. Na melhor das hipóteses, o negócio é manter participação nas duas modalidades de investimento.

Quanto devo investir em ações?

Um investidor mais arrojado, que busca retorno de qualidade e qualidade no longo prazo, o investimento em ações pode chegar até os 50% do patrimônio.

Já o investidor mais conservador, dentro do perfil moderado, pode ter no máximo uns 20% do patrimônio alocado em ações.

Os conservadores, que não querem ter riscos em seus investimentos, a melhor opção é ficar longe da renda variável.

Normalmente há mais investidores de perfil moderado do que arrojados e conservadores. Por isso, a estratégia dos 80% em renda fixa e 20% em renda variável faz mais sentido.

Se o investidor não quiser comprar ETF, BDR e FII, os 20% podem ser alocados todos em ações. Destacando que a concentração dos 20% em ações reduz a diversificação e pode gerar mais volatilidade.

Caso o investidor invista em poucas opções de ações, esses 20% podem registrar ainda mais concentração, gerando ainda mais volatilidade. Existe também a possibilidade de conseguir ganhos maiores (caso a estratégia esteja certa), ou prejuízos relevantes.

Conclusão

O investimento em ativos de renda variável e fixa é essencial para a construção de um bom patrimônio.

Em determinados momentos, o investimento em mais renda variável se vê necessário, principalmente quando o investidor consegue tolerar um nível de risco maior e possui uma visão de longo prazo.

Para investidores que precisam dos recursos no curto prazo e já vivem de tais valores, manter parcela maior do patrimônio na renda fixa se vê mais necessária.

Agora você sabe quanto investir em renda fixa e variável? Ainda tem dúvidas? Então deixe uma pergunta ao final que já vamos lhe responder. 

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